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Força interior

“Antes de se lamentarem ou de se revoltarem contra as provações e os obstáculos, experimentem considerá-los como ocasiões para aprenderem a  contar apenas com as forças espirituais que estão em vocês. Se estivessem tranqüilos, satisfeitos, se nada os perturbassem, vocês permaneceriam na superfície das coisas. Porém, no isolamento e na tristeza, são obrigados a abandonar a superfície para procurar a ajuda dentro de si. E o papel da Iniciação é, justamente, o de ensinar o discípulo a entrar em si mesmo, para aí encontrar a verdadeira força, o verdadeiro apoio.
Antigamente, a Iniciação acontecia nos templos. Agora, ela acontece por toda parte na vida, e nos momentos em que menos se espera. Vocês pensam: «Mas porque não somos avisados por algum sinal sobre as provas que deveremos passar?». Porque, no imprevisto, somos obrigados a procurar a solução muito profundamente dentro de nós, fazendo, portanto, esforços ainda maiores.

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Fonte: Voadores

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Os mortos vivem

A comemoração dos mortos, hoje denominada Dia de Finados, tem origem na antiga Gália, no território europeu.

É comum nesse dia a intensa visitação aos túmulos. E se observam cenas interessantes. Existem os que se sentam sobre os túmulos dos seus amados, e ali passam o dia.

Para lhes fazer companhia. Como se, em verdade, eles ali estivessem encerrados.

Outros lhes levam comidas e bebidas. Para que se alimentem. Como se o Espírito disso necessitasse.

Outros ainda gastam verdadeiras fortunas em flores raras e ornamentações vistosas. Decoram o túmulo como se devesse ser a morada do seu afeto.

Tais procedimentos podem condicionar o Espírito, se não for de categoria lúcida, consciente, mantendo-o ligado aos seus despojos, ao seu túmulo.

Como cristãos, aprendemos com Jesus que a morte não existe. Assim, nossos mortos não estão mortos, nem dormem.

Cumprem tarefas e distendem mãos auxiliadoras aos que permanecem no casulo carnal.

Prosseguem no seu autoaprimoramento, construindo e reformulando o mundo íntimo, na disciplina das emoções.

E continuam a nos amar.

A mudança de estado vibratório não os furta aos sentimentos doces, cultivados na etapa terrena.

São pais e mães queridas, arrebatados pelo inesperado da desencarnação. Filhos, irmãos, esposos – seres amados.

O vazio da saudade alugou as dependências de nosso coração e a angústia transferiu residência para as vizinhanças de nossa alma.

É hora de nos curvarmos à majestade da Lei Divina e orarmos. A prece é perfume de flor que se eleva e funde abraços e beijos, a saudade e o amor.

Para os nossos afetos que partiram para o Mundo Espiritual, a melhor conduta é a lembrança das suas virtudes, dos seus atos bons, dos momentos de alegria juntos vividos.

A prece que lhes refrigera a alma e lhes fala dos nossos sentimentos.

Não há necessidade de se ter dinheiro para honrar com fervor cristão os nossos mortos. Nem absoluta necessidade de nossas presenças ao lado das suas tumbas. Eles não estão lá.

Espíritos libertos, vivem no Mundo Espiritual tanto quanto estão ao nosso lado, muitas vezes, nos dizendo da sua igual saudade e de seu amor.

* * *

Se desejas honrar teus mortos, transforma em pães e peças de vestuário para crianças e gestantes pobres as quantias amoedadas que gastarias na ornamentação dos túmulos e em flores exuberantes.

Oferta-as em nome e por teus amados.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep.
Em 09.07.2009.

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A REUNIÃO DE SATANÁS

Uma pequena parábola sobre os tempos pós-modernos

SOLARYS/RIO DE JANEIRO

Satanás convocou uma Convenção Mundial de demônios. Vieram capirotos, encostos, obsessores, vampiros, capetinhas e capetões de todos os cantos da Terra.

Em seu discurso de abertura, ele disse:

“Não podemos impedir os cristãos de irem à igreja”

“Não podemos impedir os religiosos de buscarem seus templos”

“Não podemos impedi-los de ler as suas Bíblias, 700 Experimentos, Vedas e conhecerem a Verdade”

“Nem mesmo podemos impedi-los de ter um relacionamento íntimo com Deus”.

“E, uma vez que eles ganham essa conexão com Buda, Krisna, Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado”.

Satanás parecia preocupado. Então, saiu de sua cabeça uma idéia, quem sabe, uma solução….

Disse o cramunhão…

“Então vamos deixá-los ir para suas igrejas, seus templos e Centros Espíritas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que nelas organizam, MAS, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento com seus mestres, Avatares e Serenões, para orar e meditar, para viver a caridade (tarefas de esclarecimento e consolação”.

“O que quero que vocês façam é o seguinte”, disse o diabo:

“Distraia-os a ponto de que não consigam aproximar-se do Buda, de Krisna, de Cristo e do Serenão através da oração, da meditação, de práticas bioenergéticas, de experiências fora do corpo e de uma vivência amorosa e compassiva”.

“Como vamos fazer isto?” Gritaram os seus demônios, abobalhados com o plano do “pai maligno”, o Rei das Trevas.

Respondeu-lhes o tinhoso:

“Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes com aquilo que deveria ser secundário ou estar em local mais adequado na linha pessoal do Tempo.”

“Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado, até que fiquem embananados!” A comprarem celulares todos os anos e carros novos tanto quanto possível.

“Convençam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, sem descanso algum, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios.”

“Criem situações que os impeçam de passar tempo com os filhos ou com os seus verdadeiros amigos e parentes”.

“Façam com priorizem os 10% de diferença entre as filosofias e doutrinas do que a semelhança e a convergência das mesmas e se magoem por mesquinharias, como por exemplo, alguém não acreditar em seu mestre.

“Faça com que inventem dogmas de diversos modos e nomes: dogma, infalibilidade, purismo doutrinário, fé cega em tal autor e mestre, inflexibilidade doutrinária, etc.

“À medida que suas famílias forem se fragmentando, se esvaziando, perdendo convívio existencial, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho, aí eles começarão a viver nossa presença, o inferno descerá até eles e lá faremos morada”.

“Estimulem suas mentes com tanta intensidade e agitos ansiosos, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos. Temos que aumentar todos os barulhos para que não ouçam a voz daquele Espírito Krisna, Buda e Cristo quando soprar neles”.

“Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais, com livros idiotas e banais”. Revistas de moda imbecis e revistas femininas mais imbecis ainda cheias de horóscopo idiotas.

“Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia. Muita desgraça televisiva é bom para tirar o foco deles em Buda, Krisna, Cristo e na caridade”.

“Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos com os assuntos mais tolos”.

“Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças”.

“Encham seus e-mails com bobagens, discussões teóricas sem fim, listinhas do tipo ‘não quebre essa corrente’, arquivos de ‘pps’ que pouco estimulam uma conexão com Deus e com a vida real. Deixe-os mais presos na Internet do que na vida, na família, na realidade da existência.”

“Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV editadas pelo Photoshop, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas, façamos o mesmo com elas, usando fotos da internet, imagens de novelas e tudo que puder afetar sua visão”

“Invente piercings e tatuagens para que eles se marquem como gado seguindo a futilidade medíocre da moda.

“Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amarem seus maridos à noite, e dê-lhes dor de cabeça também, muita má vontade e impaciência para tudo. Se elas não dão a seus maridos o amor que eles necessitam, eles então começam a procurá-lo em outro lugar e isto, sem dúvida, fragmentará as suas famílias rapidamente e mais espaço teremos para agir. Os Cordeiros (Budas) vão ficar ’surpresos’ com o nosso sucesso!”

“Dê-lhes Papai Noel, para que esqueçam da necessidade de ensinarem aos seus filhos o significado real do Natal. Eles vão torrar dinheiro e Krisna, Buda e Jesus vão ficar de lado!”

“Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não falem sobre a ressurreição de Jesus, e o Seu poder sobre o pecado e a morte. Assim eles engordam com chocolates e Jesus, puft!, fica de lado e nem conheçam os Vedas, os Upanishads e o brilho espiritual do Budismo.

“Façam com que emburreçam apenas em Kardec, negando outras idéias avançadas, outros costumes, culturas, raças e ideologias se excluindo como inimigos ao invés de se amarem como irmãos.

“Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que nossos demônios empurre-os para todos os excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos e sem tempo para orar e meditar! Quem sabe até arrumar uma briguinha, uma confusão em casa?”

“Faça-os serem fofoqueiros em família, no trabalho e em listas de internet”.

“Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus, o Pai deles e nosso inimigo. Ao invés disso, mande-os para Parques de Diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro, concertos, shoppings´s e cinema. Mantenha-os ocupados, ocupados, ocupados até que eles percam completamente a conexão com o solo (Mãe Gaia), com a vida natural de Deus.”

“E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em muito barulho e gritos, mexericos e conversas sem importância, debates doutrinários intermináveis. Vamos empurrá-los ao fanatismo ou então para a indiferença, de uma maneira tão sutil, que iremos gargalhar das suas igrejas e centros espíritas. Elas jamais serão pontos de encontro com a Divindade!”

“Encham as vidas de todos eles com tantas coisas que não tenham nenhum tempo para estarem a sós se reabastecendo com os malditos Cordeiros de Deus (Buda, Krisna e Jesus)”.

“Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças as soluções para seus problemas e irão se esquecer da Graça que nosso inimigo derrama na vida daqueles que crêem e vivenciam suas experiências e vivências pessoais e íntimas, parapsíquicas, mediúnicas, projetivas e conscienciais.”

“Façam que todos se proclamem universalistas, mas que na prática sejam bairristas e facciosos exaltanto a auto-importância e desdenhando as demais linhas e mesmo opiniões ligeiramente divergentes dentro de seus próprios grupos.

Satanás sorriu, gargalhou por minutos. Os demônios se entreolharam com alegria. O plano realmente parece muito bom.

A cramunhão se recostou em seu trono de Trevas e disse:

“Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!”

Os demônios ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do maioral, fazendo com que os cristãos e os não-cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados, e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas famílias.

Não tendo nenhum tempo para contar à outros sobre o poder dos Budas: Krishna, Buda e Cristo e nem para vivenciar o seu amor, sua paz e sua caridade. Eles estarão muitíssimos ocupados e suas orações e meditações não passarão de palavras rápidas e vazias, sem comunhão espiritual.

Creio que a pergunta é: Teve o diabo sucesso nas suas maquinações? Talvez, você nem tenha tido tempo para ler isso.

Fonte:  Amigos de Ramatís

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O filme Matrix é de uma inteligência única na história do cinema: Conseguiu trazer para o inconsciente coletivo dos ocidentais o que dois mil anos de doutrina orientais não conseguiram. Claro que toda a mensagem está cifrada, e misturada com efeitos especiais e ação. Mas está lá…

Uma cena emblemática do filme é a do garoto budista que segura uma colher, e ela começa a entortar. Neo olha curioso, e o garoto lhe diz: “Não é a colher que entorta, e sim você. Não há colher“.

Bem, a colher foi só um exemplo pra causar o efeito “uau” que causou. O verdadeiro sentido destas palavras é que,se você segue o caminho do meio (ações corretas, pensamento correto, enfim, é uma pessoa correta) o mundo pode desabar ao seu redor e você não será afetado. Pode até morrer, mas o seu “eu” não será afetado.

Vamos substituir, no diálogo original,a palavra “colher” por “mundo” e “entortar” por “mudar”:

Garoto: Não tente mudar o mundo. Isto é impossível. Ao invés disto tente perceber a verdade.

Neo: Que verdade?

Garoto: Não há mundo.

Neo: Não há mundo?

Garoto: Então você verá que não é o mundo que muda, e sim você mesmo.

Esse conceito não é novo. Há 1.300 anos, no Templo Fa Shin, dois monges discutiam:

  • A bandeira está se movendo!

  • Não, é o vento que está se movendo!

  • Como eles não conseguiam chegar a um acordo, Hui-Neng apareceu e disse aos dois:

  • É a mente de vocês que está se movendo!

O mundo não nos faz. Nós é que o fazemos.

Link: Saindo da Matrix

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Ligação com Deus

“Conta-se que um jovem fez um pacto com o diabo. «Quer se tornar rico? Certo, disse-lhe o Maligno, mas cada vez que eu lhe trouxer dinheiro, você deverá me dar algo em troca. – O quê? – Um dos seus cabelos. – Só um cabelo? Tudo bem!» respondeu o jovem todo contente. A sua avidez fez com que ele se tornasse calvo em pouco tempo, o que trouxe muitas mudanças na sua vida: a sua noiva o abandonou porque o achava ridículo; com o desgosto, ele começou a beber, e mais ninguém se dava com ele. Enfim, em um dia de inverno quando saiu com a cabeça descoberta, pegou friagem e morreu! Certo, isso é uma anedota, mas quantas pessoas raciocinam assim: «O que acontece se eu cortar a ligação com o Senhor para satisfazer os meus caprichos? Não acontece nada!» Bem, infelizmente algo acontece: todo dia, algumas partículas de luz e de vitalidade se separam deles… E essa perda repercute na vida familiar, na vida profissional, e é assim que, pouco a pouco, essas pessoas perdem tudo.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Fonte: Pensamentos Aivanhov

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